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O Distrito de Aricanduva

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34 - Nesta página do Álbum de Figurinhas, além da Usina do Conhecimento, do Fórum, da Associação Comercial (ACIA) da Casa do Bom Menino e do Espaço Milene, homenageamos o Distrito de Aricanduva.

Localizado a cerca de 7,3 km do centro da cidade, às margens da BR-369. Fundado em 1938 e com forte herança indígena caingangue, destaca-se por ter suas ruas batizadas com nomes de origem nativa, em contraste com a área urbana principal de Arapongas, que homenageia pássaros. Em 1940, recebeu o nome de "Aricanduva" que vem do tupi-guarani e significa "sítio das palmeiras da espécie airi". Fundado pela Companhia de Terras do Norte do Paraná, seu nome original era Itambé, em referência ao rio local.

Após a realocação dos indígenas para a Reserva de Apucaraninha, em Tamarana, a estação de trem foi construída. Ela serviu como um ponto de parada estratégica para que a velha Maria Fumaça pudesse abastecer, pois, como precisava de água para gerar o vapor, ela não conseguia percorrer 18 km para sair da estação de Arapongas e ir até Apucarana. Já com relação ao nome, a estação ficou conhecida como "Estação Ferroviária do Km 260". Isso porque, 260 km era a distância que ela ficava da Estação Ferroviária inicial em Ourinho (SP). Assim, em  1.º de novembro de 1942, a inauguração da estação ferroviária transformou o distrito em um importante ponto de escoamento e desenvolvimento regional.

​Foi a partir da chegada do trem e das possibilidades em transportes de cargas e pessoas, que Aricanduva começou a evoluir e construir os pilares do distrito. Foi construída em 1947 o Grupo Escolar Júlio Junqueira e, de 1955 até 1967, foi erguida pelos moradores da cidade a Igreja Matriz.

​Hoje, o distrito conta com cerca de 2,6 mil habitantes, que circulam por ruas, que como mais uma marca de suas origens, foram batizadas com nome de indígenas. Atualmente, Aricanduva tem escola, CMEI, posto de saúde e até mesmo uma subprefeitura.

35- USINA DO CONHECIMENTO: A Usina do Conhecimento de Arapongas, localizada ao lado do Parque dos Pássaros desde os anos de 1990, é um importante espaço cultural criado para promover a arte, a educação e o teatro. O local destacou-se historicamente por abrigar o Grupo de Teatro de Bonecos “Viagem à Fantasia”, que atendeu milhares de crianças com apresentações educativas. Mas, recentemente passou a ser alvo de um novo projeto de requalificação estrutural e resgate histórico. Firmou uma parceria estratégica com o IFPR (Instituto Federal do Paraná) – Campus Arapongas com o objetivo de transformar-se em um polo avançado de inovação, criatividade e fomento cultural. Após a reestruturação, o espaço sediará atividades artísticas, culturais e formativas, promovendo cursos, oficinas, encontros, pesquisas e projetos desenvolvidos em conjunto pelas instituições parceiras.

36 - FÓRUM - A história do Poder Judiciário em Arapongas passa por dois prédios principais: o antigo edifício construído na década de 1950 no centro histórico (atrás da antiga Prefeitura e ao lado da Igreja Matriz), que depois abrigou órgãos municipais, e a sede moderna inaugurada nos anos 2000 ao lado do Colégio Unidade Polo. A edificação funcionou por décadas como o centro da justiça local, onde ocorreram julgamentos históricos para a comunidade. Com a transferência do Judiciário, o imóvel passou por reformas e foi adaptado para sediar repartições públicas do município, como a Secretaria de Segurança Pública e Trânsito e a Guarda Municipal. 

Em maio de 2006, o Tribunal de Justiça do Paraná e a Prefeitura formalizaram a doação de um terreno de 12 mil metros quadrados na região central, ao lado do Colégio Estadual Unidade Polo, para a construção do novo fórum. O prédio foi planejado para comportar novas varas e desafogar os cartórios criminais, de família e da infância,

37 - ACIA - Associação Comercial empresarial de Arapongas. 

Arapongas, 1955. Numa cidade que ainda estava aprendendo a andar, vinha à luz a ACIA. Fundada no dia 12 de fevereiro, sete anos depois da pequena colônia da Companhia de Terras Norte do Paraná ter alcançado o status de município.  

Com sulcos profundos se estendendo a todas as direções, esse barro vermelho quase roxo era revolvido por enxadas, tratores, baldrames, edificações. Lama chegando às vezes até os joelhos.

Entre armazéns de café, tímidas lojas de secos e molhados e comodozinhos perfumados pelo cheiro úmido do pó de serra das seminais fábricas de móveis, 19 empreendedores conceberam uma das mais consistentes entidades de classe do Estado. 

Orlando Caiaffa Chasseraux tinha um pequeno empório quando assumiu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Arapongas. Perto da velha Prefeitura, na Avenida Presidente Getúlio Vargas, ficava a sede. 

Conforme os anos iam embora, a cidade foi se tornando gente grande. Só que algumas coisas tiveram de ficar pelo caminho. Aquelas imensas lavouras cafeeiras, por exemplo.

Esfolado pelas persistentes geadas, esse tipo de agricultura deu no pé.

Vieram daí os parques industriais - o que faz do município o maior polo moveleiro do Sul do País.

Lá pela década de 60, quase todas as ruas trocaram de nome. Getúlio Vargas, por exemplo, virou Avenida Arapongas. E foi desse jeito que surgiu a Cidade dos Pássaros.

A ACIA pulou do Edifício Scolari para o primeiro andar do Palácio da Indústria e Comércio, na Praça Doutor Júlio Junqueira, em 1989. Já a sua razão social mudou apenas 16 anos mais tarde, com o novo Código Civil. Desde 2002, se chama Associação Comercial e Empresarial de Arapongas. 

 

38 - CASA DO BOM MENINO - PROJETO CRESCER: Fundada em 1977 em Arapongas, Paraná, a Casa do Bom Menino começou como uma entidade de atendimento a menores em sistema de "Casa Lar" (vinculada à Escola de Educação Especial Lions Clube). Em 2005, passou por uma grande transformação ao implantar o Projeto Crescer, mudando o foco para o contraturno escolar e apoio socioeducativo. Mais de 3 mil a 5 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social já foram atendidos ao longo de sua trajetória no município. Conta com sedes como o Projeto Crescer I (no Jardim Cultura) e o Projeto Crescer II (no campus da Unopar).

39 - ESPAÇO MILENE - Inaugurado em agosto de 2020 com um investimento de quase R$ 2,3 milhões, a Estação Cultural Milene em Arapongas homenageia a jovem Milene Felici Rodrigues Marchi, bailarina que dedicou 18 anos à arte na cidade e faleceu em 2016 aos 25 anos. O local foi estruturado para abrigar feiras, eventos gastronômicos, a Feira da Lua e o Espaço Cultural G1 Toca das Maritacas. 

Abriga o Espaço G1 (Toca das Maritacas), voltado a oficinas, cursos de teatro, dança e exibições artísticas.

Tornou-se o novo lar de eventos tradicionais do comércio local, como a anual Queima de Estoque da ACIA e feiras de serviços do estado.

 

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